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Ansiedade como enfrentar o Mal do Século – Augusto Cury

O psiquiatra e psicoterapeuta, que já vendeu mais de 20 milhões de livros no Brasil, conta como ser feliz no presente e lidar com a ansiedade do que vem por aí

O psiquiatra e psicoterapeuta, que já vendeu mais de 20 milhões de livros no Brasil, conta como ser feliz no presente e lidar com a ansiedade do que vem por aí

Pessoal, eu estou lendo um livro, que eu estou adorando e vim dividir essa dica com vocês: É o Livro: Ansiedade como enfrentar o Mal do Século do Augusto Cury.  Eu sou muito ansiosa. Só por Deus! Estou melhorando. Ainda chego lá rsrsrs!

A ansiedade é um assunto muito sério na nossa sociedade. No lançamento de Ansiedade: como enfrentar o mal do século (Editora Saraiva), sua 35ª obra, Augusto Cury apresenta a síndrome do pensamento acelerado, que considera mais nociva que a depressão. “O bombardeio de informações e atividades intelectuais gerou uma sociedade ansiosa, que sofre por antecipação”.

O psiquiatra e psicoterapeuta, que já vendeu mais de 20 milhões de livros no Brasil, conta como ser feliz no presente e lidar com a ansiedade do que vem por aí.

De acordo com todo o tema abordado, eu percebo que a humanidade caminha para a “rapidez”. Tudo deve ser rápido e de fácil acesso. Mas não é assim que funciona, precisamos desacelerar. Senão pagaremos um preço alto por isso! Vamos nos desgatar sempre por pequenas coisas!

Percebo também, que entre os vários conselhos que Cury nos traz no livro, o que mais ressalta nos versos  é a importância de dialogar consigo mesmo, com o nosso EU. A maioria das doenças emocionais do ser humano se dá pelo Eu fragilizado. Um Eu sem autocontrole, expectador das situações e não o protagonista da sua própria história.

Augusto Cury estuda o cérebro humano há mais de 30 anos. Desde o final dos anos 1990, escreve livros relacionados a seus conhecimentos sobre memória e construção do pensamento – misturados com uma boa dose de análise de comportamento.

A vida passa depressa, os momentos estão correndo nos ponteiros do relógio, o que temos feito com nossos filhos? O que temos feito em favor do próximo? O que tenho construído? Será que tenho valorizado o que não tem valor? Qual foi a última vez que eu fiquei deitada observando as estrelas ou na companhia de alguém que amo? Qual foi a última vez que eu chorei de tanto rir? Qual foi o último abraço que eu dei? Quem foi a última pessoa que eu prestei meus ouvidos para ouvir e aconselhar? Qual foi a última vez que eu disse “eu te amo”? Qual foi a última vez que surpreendi alguém que amo?!

Essas e outras perguntas precisam ser pensadas e respondidas por nós mesmos. A limpeza da ansiedade ou pelo menos o controle dela dentro da gente depende de nós mesmos!

814_cury“Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes fatos. É rir de suas próprias tolices. É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções. É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias. É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida…”

Cury também nos trás o exercício do DCD (duvidar, criticar e decidir). Toda vez que pensamos ou imaginamos alguma coisa, geralmente fantasiamos o resultado, muitas vezes sofremos por antecipação, ele nos garante que 90% não acontece como imaginamos e apenas 10% acontece de forma diferente do que pensamos!

Devemos parar de arquivar experiências ruins sem antes passá-la pelo exercício do DCD. Duvide consigo mesmo dos acontecimentos; questione, critique, converse com seu EU e por fim decida o que fazer com seus sentimentos e com as pessoas que a experiência causou.

Tendo oportunidade conheçam esse excelente livro. Tenho certeza que vocês vão gostar! Depois venho falar mais sobre a minha visão do livro pra vocês!

Só sei que a palavra de Ordem é desacelerar“Não devemos sofrer por antecipação”.

Vejam abaixo uma parte da entrevista que Augusto Cury deu a Revista Época.

ÉPOCA – O que os ansiosos podem esperar de 2014?

Cury – Em tese, 2014 será mais estressante, por causa da Copa do Mundo e das eleições.

ÉPOCAO que o senhor recomenda para aliviar o sofrimento por antecipação e a ansiedade gerada por esses eventos?

Cury – Treinar seu eu a dar um choque de lucidez em cada pensamento perturbador. Isso é um treino diário. Como já disse para magistrados, inclusive numa palestra no STF(Supremo Tribunal Federal): temos de impugnar cada ideia, cada sofrimento por antecipação, para não registrar a experiência ruim e não empulhar nossa memória com dados inúteis. Devemos pensar no futuro apenas para traçar metas. Não devemos sofrer por antecipação. Não podemos dispensar o presente, único momento que temos para ser estáveis e felizes.

ÉPOCA – Isso tem a ver com a síndrome do pensamento acelerado, que o senhor considera o mal do século?

Cury  Essa síndrome diz respeito à construção do pensamento. Quando pensamos rápido demais ou em excesso, violamos o que deveria ser inviolável: o ritmo da formação de pensamentos. Isso gera consequências seriíssimas para a saúde emocional, como a ansiedade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% sofrem com a depressão. A ansiedade provavelmente é sentida por 80%, de crianças a idosos. Pensar é bom, pensar com consciência crítica é ótimo, mas pensar excessivamente e sem gerenciamento é uma bomba para a saúde psíquica, para o desenvolvimento de uma mente livre e criativa. Toda vez que hiperaceleramos os pensamentos, a emoção perde em qualidade, estabilidade e profundidade. São necessários cada vez mais estímulos, aplausos, reconhecimento para sentirmos migalhas de prazer.

ÉPOCA – O que o senhor considera pensar em excesso?

Cury – Excesso de informação, de trabalho intelectual, de atividades diárias, de preocupações; excesso do uso de smartphones e games. Isso tudo estimula fenômenos cerebrais e inconscientes que acessam a memória com uma velocidade nunca antes vista. Costumo chamar um desses fenômenos de autofluxo. Ele tem como objetivo acessar a memória milhares de vezes para trazer imagens mentais e pensamentos. Com o excesso, a mente humana fica superexcitada e acaba sofrendo um desgaste sem precedentes. A sociedade moderna, consumista e rápida, nos faz adoecer coletivamente. Nos tornamos reféns de nossa mente.

ÉPOCA – Quais são os sintomas dessa doença?

Cury Os clássicos são acordar cansado, ter dores de cabeça e musculares, transtornos do sono e deficit de memória. Em casos mais agudos, as pessoas se aborrecem com a lentidão alheia. Ficam irritadas quando o computador demora a ligar. Ou não conseguem lidar com pessoas mais lentas do que elas. Não são capazes de parar e contemplar a paisagem, a natureza, uma flor. Não param para jogar conversa fora na varanda.

ÉPOCA– Pensar rápido tem alguma vantagem?

Cury Não tem como não ser hiperpensante do jeito como vivemos hoje. Somos bombardeados com informações, e o registro na memória é involuntário. Nos computadores somos deuses, arquivamos o que queremos, quando queremos. Em nosso córtex cerebral não tem jeito, os registros acontecem sem nossa vontade. Uma criança de 7 anos hoje provavelmente tem mais informações que o imperador de Roma, no auge de Roma. O problema são os dados empulhados, que não são usados como conhecimento, o conhecimento que não é usado como experiência, e a experiência que não é usada como as funções complexas da inteligência: pensar antes de reagir, colocar-se no lugar do outro, ser resiliente, saber gerenciar o pensamento.

ÉPOCA – São as pessoas que estão sempre com pressa.

Cury – Estão sempre sofrendo por antecipação. O pensamento rápido demais e sem gerenciamento é responsável por esse tipo de sofrimento, que atinge qualquer um, de crianças a idosos, alunos e professores, profissionais liberais e empresários. Os melhores profissionais fazem velório antes do tempo. Esse tipo de profissional é ótimo para suas empresas, mas carrasco de si mesmo. Sofrem pelo futuro de maneira dramática.

ÉPOCA – Crianças também têm pensamento acelerado?

Cury – Nós as submetemos a um trabalho intelectual escravo cada vez mais cedo. Estamos cometendo o assassinato coletivo da infância. Isso acontece em todas as sociedades modernas. Ficamos estarrecidos com armas químicas, destruição em massa, mas não nos chocamos com o assassinato da infância. Os ministérios da educação de todo o mundo estão errados ao avaliar os alunos pela assertividade de dados na prova. Se quisermos formar pensadores, devemos avaliar também a capacidade de cooperação, de debater ideias, o altruísmo, a capacidade de pensar antes de reagir, de se colocar no lugar dos outros. São esses elementos que determinarão a qualificação desses alunos e futuros profissionais. Mas a educação está pautada por bombardear a memória dos alunos com excesso de informações, em detrimento do pensamento crítico, de aprender a ser autor de sua própria história.  Os executivos do mundo inteiro são contratados por suas competências técnicas, mas 80% deles são demitidos por falta de habilidades comportamentais.

ÉPOCA – Esse tal pensamento acelerado na infância tem algo a ver com os diagnósticos de hiperatividade, comuns hoje em dia?

Cury – A hiperatividade tem um componente genético. Uma criança hiperativa provavelmente tem um dos pais com histórico de ansiedade. Ela acontece em 1% das crianças. A síndrome do pensamento acelerado tem sintomas parecidos, por isso a confusão e os diagnósticos errados. Faltam estudos sistemáticos sobre a formação do pensamento e as armadilhas desse processo. A síndrome talvez seja a mais iminente.

ÉPOCA – Os pais também não são responsáveis por esse tipo de educação?

Cury  Os pais estão completamente perdidos. Acham que sobrecarregar seus filhos de atividades garante que serão adultos mais bem preparados no futuro. Eles cometem erros crassos, como dar brinquedos e roupas em excesso, incentivar o uso de games e jogos em computadores, tablets e celulares, exigir que façam múltiplas atividades. Acham que, assim, criam adultos brilhantes. Alguns até se gabam da destreza de seus filhos pequenos ao manusear um smartphone. Mas o gênio desaparecerá na adolescência. Entra em seu lugar um jovem que não sabe lidar com as perdas, nem corrigir o que deu errado, nem se colocar no lugar do outro. Eles não conseguem. E ter esse tipo de inteligência é fundamental para ter sucesso no futuro.

ÉPOCAQue conselho o senhor daria a esses pais?

Cury Não tenham medo. Criança tem de ter infância, brincar, ter contato com a natureza, se envolver com projetos mais lentos, como literatura. Porque agitar a mente não é garantia de nada. Quantidade de informação não é relevante para formar mentes brilhantes.

ÉPOCA – O senhor se mudou para o interior em busca de um ambiente mais tranquilo para escrever seus livros. Precisamos nos mudar para o meio do mato para desacelerar?

Cury – A síndrome atinge a todos, em todos os lugares. Não é só um problema das metrópoles. Atinge criança, adulto e idoso em todo lugar, não é coisa de metrópole. Nas cidades grandes, a logística do dia a dia é mais difícil, pode ser que haja mais violência. Mas é possível assistir a um DVD para contemplar a natureza, fazer passeios de final de semana, em parques ou no zoológico, para colocar as crianças em contato com animais e plantas. Dá para ter animais e plantas em casa. E, o principal, que não depende do lugar onde se mora: conversar. Conversem muito com seus filhos, conversas longas. Não tenham medo de mostrar seus erros, para que eles entendam que não há céu sem tempestade.

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